Este é um daqueles posts.
Daqueles em que esperamos que
os nossos dedos acompanhem a fúria que nos vai na alma, de mão dada com a
revolta causada por comportamentos alheios.
Confesso que sinto até alguma
dificuldade em estruturar num texto conciso, tudo aquilo que me apetecia dizer
sem filtros ou piedade mas simplesmente, não sou assim. É uma satisfação que
não estou disposta a dar...o ser mais diferente de mim mesma por impacto das
atitudes de terceiros, porque para mim esse é um ponto de ruptura com alguém:
quando simplesmente me vejo com
atitudes, pensamentos e comportamentos tão atípicos de mim como consequência a
uma situação em que me colocaram e me obrigaram a baixar os meus parâmetros. A
mesquinhice das pessoas ultrapassa-me e a realidade é que não estou mais para
isso, seja com quem for, onde for e para o que for, a minha resposta passa a
ser NÃO!
Sempre fui (e com muito
orgulho) alguém predisposto a ajudar, fazer possíveis e impossíveis por
acreditar que isso pode fazer a diferença na vida de alguém sem esperar nada em
troca. Nunca quis nada em troca, senão respeito e consideração. Pois nem isso.
Para os mais folgados, desprendidos de sensibilidade e respeito pelo terceiro,
não passam pessoas como eu, de meios para atingir fins, dignos de manipulação
quando dá jeito, presos aos pormenores mais pequenos de valor. Qualquer dia
posso dizer que não tenho amigos, mas sim família. O meu circulo de amizades é
cada vez mais pequeno e os que dele fazem parte considero como família, são
cada vez menos aqueles em que a amizade é de facto uma rua de dois
sentidos e que se preocupam com o impacto das suas atitudes no bem-estar.
Os outros? Já nem a vergonha
inerente a uma mentira têm, ao tentar manipular-me para levar a sua avante,
prejudicando me apenas por caprichos próprios. Estou farta! Bem sei que a não
ser os que me conhecem bem, o meu “modesto” e até por vezes ar “angelical”
engana muita gente que me idealiza como uma pessoa fácil de enganar. Pois a
vergonha está em vocês.
Mas no meio de tanta ausência
de carácter vejo que sou grande e esses tais pequeninos, pequeninos. Ingénuos
ao ponto de acharem que esse tipo de coisas lhes construí uma vida desafogada e
que conseguem facilmente erguer-se no seu castelo. Não conseguem. O que
conseguem é uma vida solitária a longo prazo onde o carácter começa a estar
estampado na vossa afastando todos aqueles que vale a pena manter. Conseguem
uma personalidade inexistente dos valores mais importantes na vida que vos
acompanham até ao fim, sem senãos. Enquanto pessoas como eu, habituadas e
capazes de lutar muito mesmo para pouco, vão conseguindo em passos de criança
construir aquilo que os reflecte baseado em valores que os pequeninos
desconhecem.
É isso que invejam?
Não...porque não é tão vistoso (a mentes captas) como algo material.
Tudo o que tenho (pouco ou
muito, material ou sentimental) lutei por isso sem nunca deixar para trás os
valores aos quais me moldei, agora chegou a altura de oportunistas descerem das
minhas costas e esquecerem me, quando a frase for: “olha preciso de um favor
teu”.
Tenho noção que este tipo de
espécie ignora qualquer choque de realidade e este meu desabafo não é nesse
sentido. A escrita para mim é e sempre foi, uma forma de alívio e sinto-me hoje
mais leve por informar aos amigos de ocasião que mudei de patamar.
E vocês? Acredito que já tenham passado por isto, como procederam?
♡ Love,

Vou te dizer que tenho sentido essas pessoas falsas muito neste meio. Mas head up e não há que ser igual por muito que custe engolir!
ResponderEliminarTento acreditar na lei do retorno! Namaste my dear <3
http://cocojeans.blogspot.pt
Adorei mesmo o teu desabafo!
ResponderEliminarSe há coisa que aprendi, e este ano ainda mais, é que à medida que vamos crescendo começamos a perceber mais quem merece ou não estar do nosso lado. Tal como tu o meu ciclo de amigos está cada vez mais pequeno porque simplesmente cheguei a uma altura da minha vida em que quero estabelecer definitivamente quem são os verdadeiros amigos ou os por interesse.
Há pessoas que não conseguem disfarçar o caracter (o mau) porque crescemos e já nao fechamos os olhos a muitas coisas e concordo plenamente contigo em relação a construir coisas. Mais vale darmos passos de bebé com os nossos valores e por nossa força do que ir logo ao topo a pisar os outros.
Beijinhos :)
Podes crer, querida!!! Acrditas que sempre que vou a algum hipermercado ou vejo algo na televisão relacionado com isto me dá vontade de chorar?! :( Sinto que, nos dias de hoje, nenhum miúdo sabe aproveitar esta magia :(
ResponderEliminarSim, já passei por isso. O meu mal é não saber dizer que não. :/
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Eu neste momento estou como tu. A expressão "os amigos contam-se pelos dedos" é a que se aplica mais, aliás no meu caso, até posso dizer que sobram dedos. Infelizmente, vivemos num mundo em que as pessoas não prestam, simplesmente. Só pensam no seu umbigo, como podem subir na vida seja por que meio for.
ResponderEliminarÉ preciso sabermos ignorar e acima de tudo escolhermos bem as pessoas que nos rodeiam e dar-lhes o devido valor para sermos felizes!
beijinho,
- Miss Grace -
acredita que o espaço foi a primeira coisa que me atraiu nela. :D és mesmo como eu :D
ResponderEliminarOs serviços não podiam ter sido os melhores! Sem dúvida que não hesitarei aquando mais compras na Parfois!
Tens de atualizar isto :(
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